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Com o honroso convite de Lino Resende, para fazer parte de blogagem coletiva, na luta para despertar a consciência para a poluição ambiental, achei oportuno lembrar de um outro ambiente que nos é tão caro. Queira apreciar, por favor.
 E o corpo também
A poluição ambiental, a coqueluche do momento, tão comentada, leva-me a abrir parênteses para a poluição tabagística ambiental (ambientes caseiro, de trabalho, de diversão, todos fechados), causada por uma espécie em rota de extinção, que pode desaparecer num espaço de tempo milhões de vezes menor que o dedicado aos dinossauros; é sério problema de saúde pública, pois está cientificamente comprovado que os não fumantes (porém passivos), convivendo com fumantes nos seus lares, locais de trabalho, de lazer e outros, sofrem riscos de doenças que estão levando à morte prematura, dois bilhões de pessoas, um terço da humanidade. Em silêncio, com os governos comprados por imensa tunga de impostos sobre os pitadores de cigarro. Crianças fumantes passivas são 700 milhões. Sofrem de bronquiolite, bronquite catarral, acessos de asma, pneumonia, amigdalite, sinusite e otite. Seus pais, fumantes inveterados, auto-poluidores, ela, depois de inundar seu feto com a fumaça de cigarro, carregada de milhares de componentes químicos, que a todos brindará com enfisema, bronquite alérgica, câncer de pulmão e de outros órgãos, infarto, acidente vascular e etc., são vencedores. Venceram a razão, a consciência e a sua natureza, tão bem elaboradas, eis que aperfeiçoada por milhões de anos de erros e acertos. Antolhos psicológicos os impedem de ver, que o planeta conturbado, receberá um pequeno ser adoentado pela incúria da mãe, pela estupidez que lhe monta as costas. Predestinado de berço, a ter aquelas inúmeras complicações, continuará como fumante passivo; será obsequiado no dia a dia da sua via crucis, pela mãe e pelo pai, juntando-se aos irmãos também inocentes. Psicóticos, os fumantes ativos , sem culpa de sê-los, foram vitimados pela ganância insensível das famílias que resolveram fazer fortuna com a fabricação dos cigarros. As fábricas dependem das lavouras do fumo, que são plantadas, em geral, em inúmeras pequenas propriedades de uma determinada região. Os trabalhadores, no cultivo do tabaco, ao manusear suas folhas, sofrem a ação tóxica da nicotina e outros componentes, independente da ação dos agrotóxicos, provocando lesões na pele, náuseas, vômitos, cefaléias, emagrecimento, cólicas e diarréias. Crianças que trabalham na lavoura de tabaco são vítimas . É a chamada doença do tabaco verde. A UNICEF apurou, em 2000, que havia no mundo 6 milhões de crianças trabalhando nas lavouras de tabaco, com 32 mil mortes. Todas as formas de consumir o tabaco causam morte prematura: cigarros, charutos, fumo de mascar, rapé e outros. O planeta, ameaçado por tudo e por todos, exibe há alguns anos seus estertores iniciais: os que vêm de dentro, dito normais, são parte de sua vida geológica. Os que ocorrem da crosta para cima tem a contribuição ignara da sua super -população humana, a maioria composta de humanóides. Dispersa, a epidemia do tabagismo na Terra provoca 5 milhões de mortes anuais; no Brasil, 200 mil óbitos por doenças tabaco-relacionadas; há em torno de 1,4 bilhão de fumantes dependentes da nicotina, sendo 35 milhões no Brasil. Repetindo as contas (não me ache exaustivo,nem eco chato), metade da população planetária se polui internamente, gravemente há dezenas de anos e ainda não se deu conta disto. O grupo etário, no qual ocorre a maior mortalidade tabágica é dos 35 aos 69 anos, correspondendo a um terço da mortalidade geral nesta faixa. Na atualidade, o tabaco mata 1 em cada 10 adultos, devendo essa proporção ser de 1 em cada 6 em 2030. Na atualidade o tabagismo concorre com 2,6% da mortalidade geral; se o atual padrão de consumo de tabaco não se alterar, essa taxa triplicará em 2020 chegando a 8,9%. A China, Brasil e a Índia, sorridentes, são as lideranças na produção mundial de tabaco; arrecada-se na produção e na venda de cigarros, com impostos, um valor muito maior do que o que se gasta com o tratamento das doenças. Dane-se o cidadão que não fuma, sustentem os tesouros nacionais os psicóticos fumantes, dêem-se empregos à larga. Sejamos então, felizes neste mar de insensatez.


Adelaide Amorim, amiga do Umbigo do Sonho quis bisbilhotar o meu viver e acedi prazerosa e publicamente. Devido à programação do Chega mais... um tanto engessada abri a página suplementar PSCM para as inconfidências.
Atualizado o em 12-06. Vamos lá? Clique cá!
Escrito por Dácio Jaegger às 15h49
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